MST declara apoio a Dilma e pede derrota de Serra

18 out

Num momento em que partidos, movimentos e artistas declaram apoio no segundo turno da eleição presidencial, o Movimento do Sem-Terra manifesta posição a favor da candidata do PT, Dilma Rousseff. “Os movimentos sociais afirmam o seu apoio e compromisso de lutar para eleger a candidata Dilma Rousseff para o cargo de presidenta do Brasil”, disse.

A nota assinada pela Via Campesina Brasil (união de movimentos de trabalhadores de várias frentes) ainda chama a militância para “derrotar a candidatura Serra, que representa as forças direitistas e fascistas do País”. “Devemos seguir organizando o povo para que lute por seus direitos e mudanças sociais, mantendo sempre nossa autonomia política frente aos governos”, diz o MST, em nota divulgada nesta sexta-feira (15).

Segundo o movimento, se Serra ganhar, haverá “um retrocesso para os movimentos sociais e populares em nosso país, para as conquistas democráticas em nosso continente e uma maior subordinação ao império dos Estados Unidos”.

O movimento, porém, fez críticas ao governo Lula, dizendo que os avanços em direção às “bandeiras democrático-populares foram insuficientes, em que pese o acerto de sua política externa”. O movimento também se diz preocupado com a aliança em torno da candidatura de Dilma. “Há forças políticas que se contrapõem a essas demandas sociais”, diz em nota.

Numa análise do primeiro turno, o MST critica as campanhas petista e tucana. Na opinião do movimento, Dilma buscou apenas divulgar o continuísmo do governo Lula, enquanto Serra “baixou o nível da campanha”. A nota ainda lembra que a esposa do tucano, Monica Serra, teria dito que Dilma Rousseff seria “a favor de matar criancinhas”. “A biografia do candidato já é a maior derrotada nestas eleições”, diz.

Quanto a Marina Silva (PV), o movimento diz que só “o tempo dirá se o seu êxito serviu para fortalecer a democracia ou simplesmente foi utilizada pelas forças conservadoras, para que retornassem ao governo”. A nota ainda lamenta a votação inexpressiva dos “partidos de esquerda”

O movimento lembrou o esforço em eleger o “maior número possível de parlamentares e governadores identificados com as bandeiras populares de classe trabalhadora” e comemorou a derrota de Yeda Crusius, que disputou a reeleição para o governo de Rio Grande do Sul.

 

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