Lula lamenta campanha da oposição que faz leilão de benefícios

19 out

O presidente Lula lamentou nesta segunda-feira (19) o rumo da campanha eleitoral à Presidência da República. O momento de visível aborrecimento se deu quando ele fazia um balanço de seu governo, apontando que entregará ao próximo presidente um país em uma condição inédita.

“Com a classe trabalhadora ganhando mais, com os aposentados ganhando mais, sem tentar fazer da campanha um leilão de benefícios, como eu tenho visto. Ah, como é fácil prometer em eleição, e eu não vejo as críticas necessárias à irresponsabilidade”, afirmou Lula, que lembrou que há uma diferença de tratamento quando as promessas são feitas por alguns grupos políticos.

“Quando eu queria dar 2% de aumento para os aposentados, eu estava quebrando a Previdência. Eu vejo na TV alguém dizer que vai dar tantos por cento, mas não sei como é que faz. Ninguém fala nada. Como se valesse a mentira sobre a verdade. Como se valesse a mesquinhez sobre a seriedade que temos que ter pra transformar este país na quinta, na quarta, na terceira economia do mundo.”

Durante o evento “As empresas mais admiradas do Brasil 2010”, promovido pela revista Carta Capital, o governo foi bastante elogiado por alguns dos empresários de maior destaque do país. Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, afirmou que hoje o Brasil é muito mais solidário e humano, com menos gente passando fome e podendo consumir. “Presidente, você mudou o seu país. Peço a Deus que seu legado não se perca. Que haja continuidade, que continuemos crescendo e distribuindo renda.”

Roberto Setúbal, do grupo Itaú-Unibanco, destacou que o Brasil “se resgatou” e que o mais importante é a melhora na distribuição de renda. “As conquistas obtidas por seu governo (Lula) não têm precedentes na história. Não só as empresas cresceram, mas 30 milhões deixaram a pobreza”, afirmou.

Mesmo falando para parcela considerável da elite econômica do país, Lula não lhe poupou críticas. Ao citar a crise financeira que afeta os países europeus, apontou que há falta de comando político por trás dos problemas, aproveitando para alfinetar os antecessores. “A gente não aprende na universidade. É a lei da sobrevivência. Eu passei oito anos tendo que provar a cada dia a minha existência. A elite brasileira não tem que provar nada. Eles afundam o Brasil e não têm que provar nada. Terminam o mandato, passam três ou quatro anos na Europa, vão fazer pós-graduação em Harvard, na Sorbonne, voltam e continuam do mesmo jeito.”

Aplaudido de pé por alguns dos integrantes mais importantes do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o presidente afirmou que conseguiu fazer, com o vice José Alencar, a parceria entre capital e trabalho. “Duvido que tenha um empresário neste país que diga que ganhou menos dinheiro no meu governo do que no governo dos outros, que pareciam ser os amigos dos empresários. Duvido que tenha no movimento sindical um momento da história em que ganharam o que estão ganhando hoje.”

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