Erenice admite reuniões, mas contesta acusações

26 out

Em depoimento de quatro horas prestado à Polícia Federal, a ex-ministra Erenice Guerra contestou ontem todas as denúncias que a associam a um suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil. Diferentemente do que disse quando ainda estava no governo, entretanto, ela admitiu ter mantido em novembro de 2009, época em que era secretária-executiva, uma reunião com o consultor Rubnei Quícoli e os donos da empresa EDRB, interessada em obter empréstimo do BNDES para um projeto de energia alternativa.

De acordo com uma das denúncias, para conseguir o dinheiro a EDRB teria que contratar o filho de Erenice, Israel Guerra, pagar comissão e ainda fazer um repasse para a campanha presidencial do PT. O negócio não foi feito, mas a denúncia provocou a queda da ministra da Casa Civil.

O advogado dela, Mário Oliveira Filho, disse que Erenice lembrou da reunião com a EDRB depois de consultar a agenda.

“O único problema foi a questão de se recordar da agenda, que é muito extensa. Se lembrar de uma audiência específica há muito tempo atrás, meses atrás, realmente é um pouco difícil. Houve um encontro oficial, marcado pela assessoria dela. Foi uma reunião de uma hora e quinze minutos, na qual ela participou por 30 minutos. Foi uma conversa rigorosamente técnica”, disse o advogado.

Ainda de acordo com ele, Erenice deu “os encaminhamentos devidos” para a proposta de Quícoli. Pela versão do consultor, a proposta da EDRB foi encaminhada para a estatal responsável por energia solar no Nordeste. E a empresa de Israel passou a cobrar para viabilizar o financiamento do BNDES.

No depoimento, Erenice também admitiu dois encontros com Fábio Baracat, representante da empresa MTA, acompanhado de Israel Guerra. Mas alegou que não tratou de negócios nem de assuntos de governo. A MTA mantém quatro contratos com os Correios para transporte aéreo de carga.

Erenice disse que soube pela imprensa que seu filho prestava assessoria a empresas. Negou que tenha pedido contribuições para a campanha do PT e pôs à disposição da polícia os sigilos bancário, fiscal, telefônico e de correspondência.

De acordo com o advogado, sua cliente nunca atuou para beneficiar qualquer parente no governo, e os amigos de seu filho Israel, que trabalhavam no governo, foram contratados por questões técnicas.

http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/

 

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